"Se a educação sozinha não transformar a sociedade; tampouco sem ela a sociedade muda."
Notícias do Vasco.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Educação física ajuda a reforçar conceitos de coletividade!
O esporte amplia o conceito de coletivo e, consequentemente, auxilia na realização de trabalhos em equipe, estimula a competitividade e ensina o respeito às regras.
A participação em competições e em outros eventos é essencial para que os alunos, além de representar a instituição, interajam com outros grupos e, assim, ampliem a ideia de socialização e fortaleçam a de cooperação. Com a participação dos alunos em competições, a escola visa sempre ao trabalho em equipe e ao desenvolvimento físico e psicológico dos estudantes.
O oferecimento de atividades esportivas pela escola possibilita aos alunos experimentar diferentes modalidades. A ênfase do esporte na escola não está no rendimento profissional, mas na parte lúdica e recreativa. Isso possibilita a crianças e adolescentes interagir, compartilhar momentos de socialização e cooperação e construir atitudes de respeito, companheirismo e solidariedade.
Os alunos, com a prática de esportes, aprendem não apenas a competir. Aprendem ainda que para ser o primeiro, continuar nas competições e ter um bom rendimento é preciso ter metas, responsabilidade, força de vontade e interesse. Os resultados observados com a prática de esportes pelos estudantes têm sido positivos. É visível a mudança de comportamento e de atitudes, pois eles aprendem a respeitar regras e a trabalhar em equipe.
FONTE: http://www.educacaofisicaa.com.br
sábado, 28 de março de 2015
AFASTE-SE DE PESSOAS QUE LHE FAZEM SENTIR-SE MAL !
De fato estamos cercados de pessoas tóxicas.
Pessoas que são egocêntricas, manipuladoras, interesseiras,
arrogantes, rancorosas, amarguradas, mal amadas, invejosas ou
fracassadas, que não conseguem ver o sucesso ou a felicidade alheia.
Enfim, pessoas sombrias que minam os relacionamentos e amizades com
intrigas, críticas excessivas, falta de consideração e respeito pelo
outro e abusos verbais ou físicos. Pessoas muito perigosas de se
conviver.
Essas pessoas tóxicas acabam, de alguma forma, nos envenenando.
Direta ou indiretamente, acabamos agindo por influência delas, seja com
atitudes ou omissões. Muitas vezes acabamos agindo por impulso para
evitar essas pessoas, ou, na pior das hipóteses, acabamos agindo da
mesma forma. São pessoas nocivas, intoxicando nosso comportamento e nos
levando a agir e a tomar decisões que, em outras circunstâncias poderiam
ser completamente diferentes.
São tóxicas, porque conseguem despertar o que há de
pior dentro de nós, não apenas no sentido de maldade ou crueldade, mas
no sentido de perdermos a identidade, a autonomia, a energia, a
iniciativa e o poder de decisão. Ficamos estagnados, hipnotizados,
paralisados. São verdadeiros vampiros, sem Luz própria, que consomem
nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os
seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se
sustentarem.
Tóxicas são aquelas pessoas que sabem tudo a
respeito da vida das outras pessoas, mas não conseguem administrar a
própria vida. Sabem dar conselhos como ninguém tem um discurso
lindíssimo para o mundo lá fora, mas que, na vida pessoal, nos
bastidores, na vida íntima, são pessoas frustradas, isoladas,
verdadeiras ilhas no meio da sociedade, que não tomam para si os
próprios conselhos.
Sabem olhar de fora, apontar defeitos, problemas, erros. Mas não
sabem participar, não conseguem enxergar os próprios problemas ou
defeitos. Apontam os erros alheios para, de certa forma, esconder os
seus próprios. São os “sabe-tudo” e só a sua forma de pensar é que está
certa. Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são,
perseguem a pessoa até “livrarem-se” dela ou então se vingam. Seu ego é
superlativo para compensar a sua extrema falta de Amor-Próprio. Usam as
pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas
ideias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.
A toxicidade reside exatamente no fato de não nos
darmos conta de que estamos sendo manipulados ou influenciados. Ficamos
hipnotizados, fascinados, imersos numa imensa ilusão, até o dia em que
despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por
dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte para a nossa
libertação, para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.
Em nossa busca pela felicidade, por tudo aquilo que nos traz
bem-estar e alegria, o grande segredo é não se deixar influenciar, se
afastar e evitar a convivência com esses tipos. Isso não significa
alimentar sentimentos negativos dentro de si com relação a eles, mas de
preferência visualizá-los felizes e agradecidos em sua vida, emanando
energias e vibrações positivas.
Reflita, você convive intimamente com alguma pessoa tóxica, seja na família, no trabalho, ou nas “amizades”?
Tenha cuidado, afaste-se, fique longe o quanto antes dessas pessoas.
Cuide-se, preserve-se, seja você mesmo, seja pleno e feliz.
E acima de tudo sempre perdoe essas pessoas, muitas vezes, elas não tem consciência de seus próprios malefícios.
comportamentos afetam nossa saúde física e emocional, mas para ter uma
saúde equilibrada, muitas vezes, não depende só da gente, pois vivemos
cercados de pessoas com suas variadas complexidades.
Quando percebemos que mantemos ao nosso lado pessoas e
relacionamentos que não valem a pena, que esgotam nossa energia e nos
fazem sentir mal… (Creio que a a maioria das pessoas tem esse tipo de
pessoa próxima por causa dos laços de família), muitas vezes isso
acontece porque permitimos, nem sempre somos vítimas desse tipo de
pessoas, nós é que damos abertura a elas, damos o poder a elas para nos
manipular, talvez por medo de não sermos aceitos, ou querer aprovação,
por carência, por estar com auto-estima lá chão e por aí vai.
Resolvi escrever minha opinião aqui no tópico depois de ler muitos
comentários dizendo que é egoísmo e não devemos nos afastar de pessoas
que precisam de ajuda, que Jesus ensinou isso ou aquilo, mas esquecem
que Jesus também ensinou: “Ame o próximo como a ti mesmo”. Como amarei o
próximo se não me respeito, se não me amo e não busco o que imagino que
seja o melhor para mim?
Eis a questão: Quem é mais importante? Você ou o outro? Eu respondo
que EU sou mais importante, pois se eu não estiver bem e equilibrada
nenhum tipo de relação vai agregar coisas boas em minha vida e não
saberei amar e respeitar quem estiver ao meu lado… E se para EU ficar
bem for preciso me afastar de pessoas que me desvalorizam ou querem me
manipular de alguma maneira, que me criticam apontando o dedo
potencializando meus defeitos enchendo-me de frustrações, então eu
prefiro me afastar sem culpas e remorsos… Ninguém muda ninguém, o que
podemos e devemos fazer é mudar a nós mesmos. Cuidar da auto-estima para
conquistar imunidade emocional, buscar companhia de pessoas nutritivas
que irão agregar em nossas experiências de vida… Mas é preciso saber
identificar relações saudáveis com problemas normais que nos ensinam a
lidar com as diferenças de relações tóxicas.
Tantos problemas de saúde surgem por não conseguirmos equilibrar
nossas emoções, segundo a metafísica da saúde todos os desequilíbrios em
nosso corpo surgem de um desequilíbrio emocional. Vou citar alguns
exemplos:
Metafisicamente, o útero é afetado quando a mulher se distancia das
suas características básicas, assumindo posturas de vida que não
correspondem a sua maneira de ser. Geralmente isso ocorre por ter sido
muito criticada ou, ainda, por ter tido os piores resultados ao agir de
acordo com seus princípios. Quando a mulher perde sua originalidade,
espontaneidade para agradar aqueles com quem convive, ela pode ter
sérios problemas no útero.
A inflamação dos brônquios revela um estado emocional de desconforto e
irritabilidade acerca do que se passa ao redor. Essa condição é
desencadeada pela falta de habilidade em lidar com os fatores internos
frente às situações.
Quem tem seus brônquios inflamados geralmente vive num ambiente
tumultuado, com atritos e discussões, ou num silêncio demasiado, em que
não há diálogo entre as pessoas. Ambos os casos podem causar medo de se
expressar e ser tratado com estupidez ou com indiferença. Em virtude
disso, algumas pessoas afetadas pela bronquite preferem se isolar e
permanecer caladas; outras recorrem ao exibicionismo para chamar a
atenção; existem, ainda, aquelas que se revoltam e se tornam rebeldes.
Conviver com pessoas muito críticas e que não te dá oportunidade de
se expressar, de ser voce mesmo, e não respeitam suas idéias pode gerar
problemas na garganta. De modo geral a DOR NA GARGANTA, segundo a
metafísica da saúde representa dificuldade de se expor, e profundos
aborrecimentos em relação à sua própria conduta. A frustração de não
conseguir falar o que sente ou de não fazer o que sabe afeta as emoções,
disparando o “gatilho somático” que atinge diretamente a garganta.
Quando a febre surge, no âmbito metafísico esse padrão refere-se a um estado de profunda irritação contida.
A gastrite refere-se metafisicamente a irritação com o que se passa
ao redor. Preocupação excessiva com os episódios que estão a nossa
volta.
Na fibromialgia, a pessoa sente-se extremamente arrependida por ter
sido omissa nas situações passadas, vítima da falta de apoio e de
consideração dos outros.
Foi displicente com as necessidades próprias para atender às
solicitações alheias; arrepende-se por ter feito para os outros aquilo
que deveria ter feito para si mesma.
A pressão baixa é caracterizada pelo comportamento de fugir dos
acontecimentos, inconscientizando as situações conflitantes. As pessoas
afetadas pela pressão baixa, sempre que se deparam com episódios
difíceis negam-se a enfrentá-los, querem esquecer que estão passando por
tais problemas.
Esses são apenas alguns exemplos de como nosso desequilíbrio
emocional afeta nossa saúde, e como sabemos que ninguém vive sozinho,
precisamos nos dedicar mais às pessoas que respeitam e aceitam sem
críticas o que temos de melhor a oferecer e que também nos dão o seu
melhor, não precisa ser perfeito porque ninguém é, mas é preciso
respeito mútuo.
Foi por causa desses conceitos psicossomáticos, e claro, por
experiência própria de conviver com pessoas autoritárias e manipuladoras
que eu acho imprescindível nos afastar de pessoas que nos sugam, que
nos criticam o tempo todo causando-nos insegurança e medo de nos
expressar, pessoas que se acham donas da verdade, que não conseguem te
ver bem que já encontra um jeito de tentar te por para baixo, pessoas
que menosprezam suas idéias e seus ideais, que manipulam e tentam de
todo jeito te tirar a liberdade de ser quem você realmente é.
mudá-la. Ainda mais se gostamos e queremos o bem da pessoa. Ocorre que é
preciso levar em conta que ninguém muda pelo outro. Só mudamos porque
queremos mudar e, mesmo assim, é um processo difícil e demorado.
você fez para a pessoa. Pessoas difíceis são inseguras e com baixa
auto-estima, apesar de, muitas vezes, apresentarem uma fachada que
mostra exatamente o contrário. Geralmente, sabem tudo sobre a vida
alheia, mas não conseguem enxergar a si mesmas. Costumam falar: “Eu não
tenho problemas” ou “É você que está com problema”. Portanto, se essas
pessoas não conseguem reconhecer o próprio valor, imagine ver o valor
dos outros!
Potencializam os seus pontos fracos e o enchem de culpa e frustrações.
Portanto, cuide de sua auto-estima para conquistar uma imunidade
emocional cada vez mais forte e, consequentemente, conseguir se desviar
de qualquer “ataque tóxico” da pessoa.
Portanto, é possível se proteger da “toxicidade” dessas pessoas e não
deixar sua vida ser dominada por elas. Não se desgaste emocionalmente
tentando mudar a pessoa. Aproveite para usar essa energia para si mesmo.
Invista na construção de uma auto-estima à prova de balas e,
consequentemente, viva com menos estresse e mais felicidade ao lado de
qualquer pessoa saudável ou “tóxica”.
Livro:
Stamateas, Bernardo. “Gente Tóxica: Como lidar com Pessoas Difíceis e
não ser dominado por elas”. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2009.
Fonte: Márcia Cassandra via Causa Emocional
Pessoas que são egocêntricas, manipuladoras, interesseiras,
arrogantes, rancorosas, amarguradas, mal amadas, invejosas ou
fracassadas, que não conseguem ver o sucesso ou a felicidade alheia.
Enfim, pessoas sombrias que minam os relacionamentos e amizades com
intrigas, críticas excessivas, falta de consideração e respeito pelo
outro e abusos verbais ou físicos. Pessoas muito perigosas de se
conviver.
Essas pessoas tóxicas acabam, de alguma forma, nos envenenando.
Direta ou indiretamente, acabamos agindo por influência delas, seja com
atitudes ou omissões. Muitas vezes acabamos agindo por impulso para
evitar essas pessoas, ou, na pior das hipóteses, acabamos agindo da
mesma forma. São pessoas nocivas, intoxicando nosso comportamento e nos
levando a agir e a tomar decisões que, em outras circunstâncias poderiam
ser completamente diferentes.
São tóxicas, porque conseguem despertar o que há de
pior dentro de nós, não apenas no sentido de maldade ou crueldade, mas
no sentido de perdermos a identidade, a autonomia, a energia, a
iniciativa e o poder de decisão. Ficamos estagnados, hipnotizados,
paralisados. São verdadeiros vampiros, sem Luz própria, que consomem
nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os
seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se
sustentarem.
Tóxicas são aquelas pessoas que sabem tudo a
respeito da vida das outras pessoas, mas não conseguem administrar a
própria vida. Sabem dar conselhos como ninguém tem um discurso
lindíssimo para o mundo lá fora, mas que, na vida pessoal, nos
bastidores, na vida íntima, são pessoas frustradas, isoladas,
verdadeiras ilhas no meio da sociedade, que não tomam para si os
próprios conselhos.
Sabem olhar de fora, apontar defeitos, problemas, erros. Mas não
sabem participar, não conseguem enxergar os próprios problemas ou
defeitos. Apontam os erros alheios para, de certa forma, esconder os
seus próprios. São os “sabe-tudo” e só a sua forma de pensar é que está
certa. Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são,
perseguem a pessoa até “livrarem-se” dela ou então se vingam. Seu ego é
superlativo para compensar a sua extrema falta de Amor-Próprio. Usam as
pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas
ideias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.
A toxicidade reside exatamente no fato de não nos
darmos conta de que estamos sendo manipulados ou influenciados. Ficamos
hipnotizados, fascinados, imersos numa imensa ilusão, até o dia em que
despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por
dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte para a nossa
libertação, para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.
Em nossa busca pela felicidade, por tudo aquilo que nos traz
bem-estar e alegria, o grande segredo é não se deixar influenciar, se
afastar e evitar a convivência com esses tipos. Isso não significa
alimentar sentimentos negativos dentro de si com relação a eles, mas de
preferência visualizá-los felizes e agradecidos em sua vida, emanando
energias e vibrações positivas.
Reflita, você convive intimamente com alguma pessoa tóxica, seja na família, no trabalho, ou nas “amizades”?
Tenha cuidado, afaste-se, fique longe o quanto antes dessas pessoas.
Cuide-se, preserve-se, seja você mesmo, seja pleno e feliz.
E acima de tudo sempre perdoe essas pessoas, muitas vezes, elas não tem consciência de seus próprios malefícios.
Minha opinião pessoal:
Minha intenção é de colocar como nossas atitudes e certos padrões decomportamentos afetam nossa saúde física e emocional, mas para ter uma
saúde equilibrada, muitas vezes, não depende só da gente, pois vivemos
cercados de pessoas com suas variadas complexidades.
Quando percebemos que mantemos ao nosso lado pessoas e
relacionamentos que não valem a pena, que esgotam nossa energia e nos
fazem sentir mal… (Creio que a a maioria das pessoas tem esse tipo de
pessoa próxima por causa dos laços de família), muitas vezes isso
acontece porque permitimos, nem sempre somos vítimas desse tipo de
pessoas, nós é que damos abertura a elas, damos o poder a elas para nos
manipular, talvez por medo de não sermos aceitos, ou querer aprovação,
por carência, por estar com auto-estima lá chão e por aí vai.
Resolvi escrever minha opinião aqui no tópico depois de ler muitos
comentários dizendo que é egoísmo e não devemos nos afastar de pessoas
que precisam de ajuda, que Jesus ensinou isso ou aquilo, mas esquecem
que Jesus também ensinou: “Ame o próximo como a ti mesmo”. Como amarei o
próximo se não me respeito, se não me amo e não busco o que imagino que
seja o melhor para mim?
Eis a questão: Quem é mais importante? Você ou o outro? Eu respondo
que EU sou mais importante, pois se eu não estiver bem e equilibrada
nenhum tipo de relação vai agregar coisas boas em minha vida e não
saberei amar e respeitar quem estiver ao meu lado… E se para EU ficar
bem for preciso me afastar de pessoas que me desvalorizam ou querem me
manipular de alguma maneira, que me criticam apontando o dedo
potencializando meus defeitos enchendo-me de frustrações, então eu
prefiro me afastar sem culpas e remorsos… Ninguém muda ninguém, o que
podemos e devemos fazer é mudar a nós mesmos. Cuidar da auto-estima para
conquistar imunidade emocional, buscar companhia de pessoas nutritivas
que irão agregar em nossas experiências de vida… Mas é preciso saber
identificar relações saudáveis com problemas normais que nos ensinam a
lidar com as diferenças de relações tóxicas.
Tantos problemas de saúde surgem por não conseguirmos equilibrar
nossas emoções, segundo a metafísica da saúde todos os desequilíbrios em
nosso corpo surgem de um desequilíbrio emocional. Vou citar alguns
exemplos:
Metafisicamente, o útero é afetado quando a mulher se distancia das
suas características básicas, assumindo posturas de vida que não
correspondem a sua maneira de ser. Geralmente isso ocorre por ter sido
muito criticada ou, ainda, por ter tido os piores resultados ao agir de
acordo com seus princípios. Quando a mulher perde sua originalidade,
espontaneidade para agradar aqueles com quem convive, ela pode ter
sérios problemas no útero.
A inflamação dos brônquios revela um estado emocional de desconforto e
irritabilidade acerca do que se passa ao redor. Essa condição é
desencadeada pela falta de habilidade em lidar com os fatores internos
frente às situações.
Quem tem seus brônquios inflamados geralmente vive num ambiente
tumultuado, com atritos e discussões, ou num silêncio demasiado, em que
não há diálogo entre as pessoas. Ambos os casos podem causar medo de se
expressar e ser tratado com estupidez ou com indiferença. Em virtude
disso, algumas pessoas afetadas pela bronquite preferem se isolar e
permanecer caladas; outras recorrem ao exibicionismo para chamar a
atenção; existem, ainda, aquelas que se revoltam e se tornam rebeldes.
Conviver com pessoas muito críticas e que não te dá oportunidade de
se expressar, de ser voce mesmo, e não respeitam suas idéias pode gerar
problemas na garganta. De modo geral a DOR NA GARGANTA, segundo a
metafísica da saúde representa dificuldade de se expor, e profundos
aborrecimentos em relação à sua própria conduta. A frustração de não
conseguir falar o que sente ou de não fazer o que sabe afeta as emoções,
disparando o “gatilho somático” que atinge diretamente a garganta.
Quando a febre surge, no âmbito metafísico esse padrão refere-se a um estado de profunda irritação contida.
A gastrite refere-se metafisicamente a irritação com o que se passa
ao redor. Preocupação excessiva com os episódios que estão a nossa
volta.
Na fibromialgia, a pessoa sente-se extremamente arrependida por ter
sido omissa nas situações passadas, vítima da falta de apoio e de
consideração dos outros.
Foi displicente com as necessidades próprias para atender às
solicitações alheias; arrepende-se por ter feito para os outros aquilo
que deveria ter feito para si mesma.
A pressão baixa é caracterizada pelo comportamento de fugir dos
acontecimentos, inconscientizando as situações conflitantes. As pessoas
afetadas pela pressão baixa, sempre que se deparam com episódios
difíceis negam-se a enfrentá-los, querem esquecer que estão passando por
tais problemas.
Esses são apenas alguns exemplos de como nosso desequilíbrio
emocional afeta nossa saúde, e como sabemos que ninguém vive sozinho,
precisamos nos dedicar mais às pessoas que respeitam e aceitam sem
críticas o que temos de melhor a oferecer e que também nos dão o seu
melhor, não precisa ser perfeito porque ninguém é, mas é preciso
respeito mútuo.
Foi por causa desses conceitos psicossomáticos, e claro, por
experiência própria de conviver com pessoas autoritárias e manipuladoras
que eu acho imprescindível nos afastar de pessoas que nos sugam, que
nos criticam o tempo todo causando-nos insegurança e medo de nos
expressar, pessoas que se acham donas da verdade, que não conseguem te
ver bem que já encontra um jeito de tentar te por para baixo, pessoas
que menosprezam suas idéias e seus ideais, que manipulam e tentam de
todo jeito te tirar a liberdade de ser quem você realmente é.
Márcia
Como conseguir viver bem ao lado de pessoas com características “tóxicas“?
1) NÃO TENTE MUDAR A PESSOA
Isso é um pouco decepcionante, pois, na prática, é difícil não tentarmudá-la. Ainda mais se gostamos e queremos o bem da pessoa. Ocorre que é
preciso levar em conta que ninguém muda pelo outro. Só mudamos porque
queremos mudar e, mesmo assim, é um processo difícil e demorado.
2) AJUSTE AS SUAS EXPECTATIVAS SOBRE A RELAÇÃO
Não espere valorização ou algum tipo de reconhecimento por algo quevocê fez para a pessoa. Pessoas difíceis são inseguras e com baixa
auto-estima, apesar de, muitas vezes, apresentarem uma fachada que
mostra exatamente o contrário. Geralmente, sabem tudo sobre a vida
alheia, mas não conseguem enxergar a si mesmas. Costumam falar: “Eu não
tenho problemas” ou “É você que está com problema”. Portanto, se essas
pessoas não conseguem reconhecer o próprio valor, imagine ver o valor
dos outros!
3) CUIDE DE SUA AUTO-ESTIMA
Essas pessoas sempre tentarão abalar o que você pensa sobre si mesmo.Potencializam os seus pontos fracos e o enchem de culpa e frustrações.
Portanto, cuide de sua auto-estima para conquistar uma imunidade
emocional cada vez mais forte e, consequentemente, conseguir se desviar
de qualquer “ataque tóxico” da pessoa.
Portanto, é possível se proteger da “toxicidade” dessas pessoas e não
deixar sua vida ser dominada por elas. Não se desgaste emocionalmente
tentando mudar a pessoa. Aproveite para usar essa energia para si mesmo.
Invista na construção de uma auto-estima à prova de balas e,
consequentemente, viva com menos estresse e mais felicidade ao lado de
qualquer pessoa saudável ou “tóxica”.
Livro:
Stamateas, Bernardo. “Gente Tóxica: Como lidar com Pessoas Difíceis e
não ser dominado por elas”. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2009.
Fonte: Márcia Cassandra via Causa Emocional
quarta-feira, 4 de março de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Alfabetização e Letramento!
Após a alfabetização, desafio do professor é inserir as crianças na cultura letrada| Revista Educação
Em um contexto de pouca valorização da leitura, como a escola pode
contribuir para a formação de leitores no Brasil? Como superar seus
desafios e formar leitores autônomos que gostem de ler? Ensinar algo tão
grandioso é uma tarefa desafiadora, mas, talvez por isso mesmo, uma das
mais fantásticas que existem.
Após a alfabetização, é importante que as crianças sejam estimuladas a participar ativamente da cultura letrada. Veja abaixo o cenário da formação de leitores no ensino fundamental 1, seus desafios e exemplos de práticas.
CenárioUm dos problemas dessa etapa é avançar para além da alfabetização. "Quando se acompanha uma geração de alunos percebe-se que, em muitos casos, alcançadas as metas de alfabetização plena, os esforços para oferecer atividades de leitura diminuem", lamenta o relações-públicas Volnei Canônica, coordenador do programa Prazer em Ler do Instituto C&A. A educação no Brasil ainda tenta avançar no que diz respeito ao aprendizado de leitura nos primeiros anos do fundamental. A pesquisa Geres (Estudo Longitudinal da Geração Escolar 2005), feita em parceria por seis universidades e realizada em 303 escolas públicas e particulares, de 2005 e 2008, mostra que, ao final do EF 1, os alunos de escolas públicas apresentam uma defasagem equivalente a dois anos de aprendizado em relação aos estudantes de instituições privadas.
Desafio
Desenvolver e consolidar a fluência na língua e a compreensão leitora são os grandes desafios da etapa. Ao mesmo tempo, seguir estimulando a participação ativa na cultura letrada numa hora em que já é possível dar autonomia para esse pequeno leitor. Professores podem e devem indicar livros, mas precisam propiciar à criança momentos em que ela possa fuçar bibliotecas e livrarias para descobrir o que a encanta. "A natureza, os animais, mistérios e fantasias atraem garotos e garotas", diz Zoara Failla, gerente executiva de projetos do Instituto Pró-Livro.
Exemplos de práticas
Para trabalhar a fluência, a compreensão leitora e promover o interesse pela leitura, Gilda Carvalho, da Unesp, propõe o ensino da língua através de textos literários. "Ao mesmo tempo que aprendem a gramática, as crianças estão lidando com vários tipos de textos, gêneros e autores", diz. Além disso, a criança recém-alfabetizada precisa ser estimulada a ler em voz alta. "O professor pode priorizar desde textos que contribuam para a alfabetização, com sílabas bem marcadas e rimas, até outros mais complexos, com narrativas mais engendradas, além de livros ilustrados e gibis", recomenda Gilda. Rodas de leitura devem fazer parte da rotina em sala. "Encontros com autores e produções de texto também estimulam", completa.
Leia sobre a formação de leitores em outras etapas da Educação Básica:
Autores: Débora Rubin e Claudia Jordão
Fonte: revistaeducaçao.uol.com.br
- Educação infantil
- Ensino fundamental 2
- Ensino médio
Rodas de leitura devem fazer parte da rotina em sala de aula
| Leitura de gibis no colégio Ofélia Fonseca |
Após a alfabetização, é importante que as crianças sejam estimuladas a participar ativamente da cultura letrada. Veja abaixo o cenário da formação de leitores no ensino fundamental 1, seus desafios e exemplos de práticas.
CenárioUm dos problemas dessa etapa é avançar para além da alfabetização. "Quando se acompanha uma geração de alunos percebe-se que, em muitos casos, alcançadas as metas de alfabetização plena, os esforços para oferecer atividades de leitura diminuem", lamenta o relações-públicas Volnei Canônica, coordenador do programa Prazer em Ler do Instituto C&A. A educação no Brasil ainda tenta avançar no que diz respeito ao aprendizado de leitura nos primeiros anos do fundamental. A pesquisa Geres (Estudo Longitudinal da Geração Escolar 2005), feita em parceria por seis universidades e realizada em 303 escolas públicas e particulares, de 2005 e 2008, mostra que, ao final do EF 1, os alunos de escolas públicas apresentam uma defasagem equivalente a dois anos de aprendizado em relação aos estudantes de instituições privadas.
Desafio
Desenvolver e consolidar a fluência na língua e a compreensão leitora são os grandes desafios da etapa. Ao mesmo tempo, seguir estimulando a participação ativa na cultura letrada numa hora em que já é possível dar autonomia para esse pequeno leitor. Professores podem e devem indicar livros, mas precisam propiciar à criança momentos em que ela possa fuçar bibliotecas e livrarias para descobrir o que a encanta. "A natureza, os animais, mistérios e fantasias atraem garotos e garotas", diz Zoara Failla, gerente executiva de projetos do Instituto Pró-Livro.
Exemplos de práticas
Para trabalhar a fluência, a compreensão leitora e promover o interesse pela leitura, Gilda Carvalho, da Unesp, propõe o ensino da língua através de textos literários. "Ao mesmo tempo que aprendem a gramática, as crianças estão lidando com vários tipos de textos, gêneros e autores", diz. Além disso, a criança recém-alfabetizada precisa ser estimulada a ler em voz alta. "O professor pode priorizar desde textos que contribuam para a alfabetização, com sílabas bem marcadas e rimas, até outros mais complexos, com narrativas mais engendradas, além de livros ilustrados e gibis", recomenda Gilda. Rodas de leitura devem fazer parte da rotina em sala. "Encontros com autores e produções de texto também estimulam", completa.
Leia sobre a formação de leitores em outras etapas da Educação Básica:
Autores: Débora Rubin e Claudia Jordão
Fonte: revistaeducaçao.uol.com.br
- Educação infantil
- Ensino fundamental 2
- Ensino médio
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Emilia Ferreiro: ''O momento atual é interessante porque põe a escola em crise'' | Língua Portuguesa | Nova Escola
Emilia Ferreiro: ''O momento atual é interessante porque põe a escola em crise''
Leia
abaixo a entrevista concedida pela psicolinguista argentina Emilia
Ferreiro a NOVA ESCOLA em outubro de 2006. Emilia esteve em São Paulo
para participar da 1ª Semana Victor Civita de Educação.
Aqui ela
avalia as mudanças ocorridas nas práticas de leitura e escrita nas
últimas décadas, como consequência sobretudo das inovações tecnológicas
no campo da informática.
Como
se alteraram as concepções de alfabetização nestes quase 30 anos desde
que foi publicado seu livro Psicogênese da Língua Escrita?
EMILIA FERREIRO Mudou
a concepção social do alfabetizado. O que se requer de uma pessoa
alfabetizada hoje em dia é bem diferente do que em meados do século 20.
Não é mais suficiente saber assinar o nome e conseguir ler instruções
simples, como era na época da Segunda Guerra Mundial. Do ponto de vista
dos usos sociais da escrita no mundo contemporâneo, temos uma
complexidade cada vez maior. As circunstâncias de uso de leitura se
tornaram muito frequentes e variadas. O que não mudou é o tipo de
esforço cognitivo exigido por esse sistema de marcas que a sociedade
apresenta em espaços muito variados e a instituição escolar é obrigada a
transmitir. O problema da relação entre essas marcas escritas e a
língua oral continua sendo um mistério total nos primeiros momentos da
alfabetização.
E quanto ao ensino?
EMILIA
Uma mudança positiva é que já não se consideram as produções das
crianças de 4 ou 5 anos como tentativas erradas ou rabiscos, a exemplo
do que se dizia antigamente, mas sim como uma espécie de escrita.
Parece-me que agora há uma atitude positiva, como sempre houve em
relação aos primeiros desenhos. Outro avanço tem a ver com não se
assustar quando crianças pequenas querem escrever. Antes elas eram
desestimuladas porque se achava que não "estavam na idade". Também se
reconhece a importância de ler em voz alta para elas desde muito cedo.
Já se sabe que existe uma diferença grande entre ler e contar uma
história. Há um pequeno avanço - não tanto quanto deveria haver - na
prática de ler textos distintos e na valorização da biblioteca de sala
de aula. A simples atividade de ordenar os livros com as crianças,
usando critérios múltiplos, já as aproxima muito da leitura e enriquece a
escrita.
As coisas estão melhorando, então?
EMILIA Evidentemente
estou dando uma visão muito positiva. Sei que há um grande número de
professores tradicionais que não mudaram nada e continuam usando
cartilhas dos anos 1920 e 1930. A instituição escolar é muito
conservadora, muda com dificuldade. O importante é ter consciência de
que ela não está definida para sempre. O que ocorre fora a afeta e ela
não pode fechar os olhos. Este é um momento interessante pelo avanço
tecnológico, que põe a escola um pouco em crise. Existem coisas que
poderiam ter constituído avanço, porém foram muito mal compreendidas,
como acreditar que os níveis de conceitualização da leitura pela criança
mudam por si mesmas e que não é preciso ensinar, apenas deixar que ela
construa seu conhecimento sozinha.
As novas tecnologias trouxeram mudanças importantes?
EMILIA
Sim, se aceitarmos que o conceito de alfabetização não é fixo, mas uma
construção histórica que muda conforme se alteram as exigências sociais e
as tecnologias de produção de texto. Os novos meios entram não somente
na vida profissional, mas no cotidiano pessoal. Permitem ler e produzir
textos e também fazê-los circular de maneira absolutamente inédita. No
ano passado a Western Union, empresa que tinha o monopólio dos
telegramas nos Estados Unidos, anunciou em sua página da internet que
estava extinguindo esse serviço. Os telegramas tiveram muita importância
no século 20, anunciando contratações, demissões, nascimentos e mortes -
agora simplesmente não existem mais. Vemos então a desaparição de
certos gêneros e a aparição de outros. O texto de email, por exemplo,
não tem regras definidas. Não é como uma carta formal: podemos dizer se
ela está bem escrita ou não, porque há um paradigma claro para isso.
Quanto ao correio eletrônico, não. Algumas pessoas começam
tradicionalmente, escrevendo "querido fulano", dois pontos, e continuam
abaixo. Como se fosse uma carta formal. Muitos começam com "olá" ou
mesmo sem nenhuma introdução - vai-se diretamente para o texto da
mensagem. Tampouco se sabe como terminar. Alguns põem o nome; outros
não, porque já está escrito no cabeçalho. É uma espécie de escrita
selvagem. Não está normatizada e se prolifera. É difícil dizer se
acabará constituindo um estilo.
O que significa, então, estar alfabetizado hoje?
Emilia Ferreiro:
É poder transitar com eficiência e sem temor numa intrincada trama de
práticas sociais ligadas à escrita. Ou seja, trata-se de produzir textos
nos suportes que a cultura define como adequados para as diferentes
práticas, interpretar textos de variados graus de dificuldade em virtude
de propósitos igualmente variados, buscar e obter diversos tipos de
dados em papel ou tela e também, não se pode esquecer, apreciar a beleza
e a inteligência de um certo modo de composição, de um certo
ordenamento peculiar das palavras que encerra a beleza da obra
literária. Se algo parecido com isso é estar alfabetizado hoje em dia,
fica claro por que tem sido tão difícil. Não é uma tarefa para se
cumprir em um ano, mas ao longo da escolaridade. Quanto mais cedo
começar, melhor.
E possível dizer quando termina?
EMILIA Difícil...
Eu tenho duas classes de pós-graduação e continuo alfabetizando meus
alunos, porque é a primeira vez que enfrentam um certo tipo de texto que
apenas a literatura especializada produz e é difícil de ler. Além
disso, eles têm de escrever um objeto denominado tese, que também não é
fácil de escrever, primeiro porque é algo que se produz apenas uma ou
duas vezes na vida e nunca mais; segundo porque é uma combinação de
texto descritivo e argumentativo, com características próprias. Ler
fazendo uma pesquisa na internet é um modo particular de ler, tirando
informações e tomando decisões rapidamente. Os tempos de utilização da
internet podem ser prolongados, mas o mais comum é que se faça um uso
ágil. Não é o mesmo que entrar numa biblioteca. A quantidade de erros de
ortografia que se registram nos emails é enorme. Isso porque a
utilização é muito rápida e não costuma exigir correção. Escreve-se e
manda-se. Se for necessário dizer mais alguma coisa, manda-se outro.
No Brasil, os adolescentes criaram todo um código para se comunicar pela internet.
EMILIA Isso
acontece em toda parte; é um fenômeno muito generalizado. Uma vez mais,
não sabemos se é uma tendência importante ou se passará sem deixar
marcas. O certo é que eles estão fazendo com a escrita um jogo muito
divertido. É uma transgressão, mas para isso é preciso conhecer alguma
coisa da escrita. Porque afinal alguém tem que receber essa mensagem e
ler, ou seja, é preciso dar pistas para ser entendido. Um dado curioso é
que o uso generalizado da letra K nesse tipo de mensagem parece quase
obrigatório. Acontece também em espanhol, no qual o K é tão raro quanto
em português. E também é um recurso das crianças nas fases iniciais da
alfabetização. A letra K sempre tem o mesmo som, enquanto a letra C não é
confiável, tem muitos sons diferentes. Então as crianças ficam mais
seguras usando o K.
O e-mail incentiva a prática da escrita?
EMILIA
Acho que sim. Talvez não se leiam tantos livros atualmente, mas há mais
ocasiões de praticar a leitura e a escrita do que antes. Quando são
feitas pesquisas acerca do comportamento leitor de uma população, a
pergunta inevitável é: "Quantos livros leu no último ano?" Os resultados
na América Latina costumam ser lamentáveis, mas não se pode tirar
imediatamente a conclusão de que, no geral, se lê menos. Certamente a
leitura de um livro e do resultado de uma partida de futebol numa página
da web não são equivalentes em termos de esforço leitor; são práticas
muito diferentes.
Isso pode levar a um maior interesse pela leitura em geral, que acabe se refletindo na leitura de livros?
EMILIA
Talvez, mas seguramente não há uma relação de causa e efeito. Na medida
em que alguém pratica mais, torna-se mais competente e quem sabe possa
atrever-se a outros gêneros, suportes e obras frente aos quais antes
tinha uma atitude de rechaço ou temor. O que é importante distinguir é
que sob o verbo ler estamos agrupando muitos tipos de leitura e o mesmo
vale para o verbo escrever. Pelo lado de quem lê ou escreve, há
diversidade de propósitos, de circunstâncias, de tempo de organização. E
pelo lado daquilo que se lê e se escreve - ou seja, os gêneros - também
há diversidade e deve-se incluir agora os emails, os chats etc. Por
isso é tão ambíguo o discurso sobre a introdução das tecnologias no
âmbito escolar. O professor não sabe bem o que fazer com ele. Então
inventou-se a sala de informática, freqüentada apenas em horários
determinados. É uma maneira de não incluir o computador na atividade
cotidiana. A introdução dos computadores na escola é mais uma manobra
econômica do que uma necessidade pedagógica sentida como tal.
Muitas escolas têm computadores não conectados à internet. Costuma-se dizer que não servem para nada.
EMILIA Ao
contrário, são muito úteis. A escola sempre trabalhou mal a revisão de
texto e os alunos sempre odiaram fazê-la, porque num texto à mão as
correções deixam um aspecto horrível. E é preciso passar a limpo, voltar
a escrever tudo. Com um processador de texto, a revisão se torna um
jogo: experimentamos suprimir trechos ou mudá-los de lugar, com a
possibilidade de desfazer se não ficar bom. Depois de muitíssimas
intervenções, o que temos na tela é um texto limpo, pronto para ser
impresso. A revisão é fundamental para
que as crianças assumam a
responsabilidade pela correção e clareza do que escrevem. E com o
processador de texto elas podem trabalhar também com uma coisa que nunca
trabalharam, o formato: largura das linhas, mudanças tipográficas,
sublinhamento, manipulação do tamanho das letras etc.
Os computadores podem ser mais um estímulo para a alfabetização?
EMILIA Nos
lugares em que as crianças têm computadores em casa, o fato de haver na
escola não fascina muito, embora elas possam descobrir novos usos ao
trabalhar em grupos na sala de aula. Mas nas camadas mais desfavorecidas
da população os computadores possuem mais atrativos, porque todos sabem
que é um objeto muito valorizado socialmente e tem múltiplos usos
possíveis. O problema é que os computadores necessitam de suporte
técnico e, quando são instalados na escola, ninguém se lembra disso.
Portanto, muitas vezes as máquinas estão lá, só que inutilizadas.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br
Segundo Emilia Ferreiro, as mudanças tecnológicas e sociais trouxeram maiores exigências ao trabalho de alfabetização
EMÍLIA FERREIRO "As primeiras tentativas já não são vistas como rabiscos, mas uma espécie de escrita"
abaixo a entrevista concedida pela psicolinguista argentina Emilia
Ferreiro a NOVA ESCOLA em outubro de 2006. Emilia esteve em São Paulo
para participar da 1ª Semana Victor Civita de Educação.
Aqui ela
avalia as mudanças ocorridas nas práticas de leitura e escrita nas
últimas décadas, como consequência sobretudo das inovações tecnológicas
no campo da informática.
Como
se alteraram as concepções de alfabetização nestes quase 30 anos desde
que foi publicado seu livro Psicogênese da Língua Escrita?
EMILIA FERREIRO Mudou
a concepção social do alfabetizado. O que se requer de uma pessoa
alfabetizada hoje em dia é bem diferente do que em meados do século 20.
Não é mais suficiente saber assinar o nome e conseguir ler instruções
simples, como era na época da Segunda Guerra Mundial. Do ponto de vista
dos usos sociais da escrita no mundo contemporâneo, temos uma
complexidade cada vez maior. As circunstâncias de uso de leitura se
tornaram muito frequentes e variadas. O que não mudou é o tipo de
esforço cognitivo exigido por esse sistema de marcas que a sociedade
apresenta em espaços muito variados e a instituição escolar é obrigada a
transmitir. O problema da relação entre essas marcas escritas e a
língua oral continua sendo um mistério total nos primeiros momentos da
alfabetização.
E quanto ao ensino?
EMILIA
Uma mudança positiva é que já não se consideram as produções das
crianças de 4 ou 5 anos como tentativas erradas ou rabiscos, a exemplo
do que se dizia antigamente, mas sim como uma espécie de escrita.
Parece-me que agora há uma atitude positiva, como sempre houve em
relação aos primeiros desenhos. Outro avanço tem a ver com não se
assustar quando crianças pequenas querem escrever. Antes elas eram
desestimuladas porque se achava que não "estavam na idade". Também se
reconhece a importância de ler em voz alta para elas desde muito cedo.
Já se sabe que existe uma diferença grande entre ler e contar uma
história. Há um pequeno avanço - não tanto quanto deveria haver - na
prática de ler textos distintos e na valorização da biblioteca de sala
de aula. A simples atividade de ordenar os livros com as crianças,
usando critérios múltiplos, já as aproxima muito da leitura e enriquece a
escrita.
As coisas estão melhorando, então?
EMILIA Evidentemente
estou dando uma visão muito positiva. Sei que há um grande número de
professores tradicionais que não mudaram nada e continuam usando
cartilhas dos anos 1920 e 1930. A instituição escolar é muito
conservadora, muda com dificuldade. O importante é ter consciência de
que ela não está definida para sempre. O que ocorre fora a afeta e ela
não pode fechar os olhos. Este é um momento interessante pelo avanço
tecnológico, que põe a escola um pouco em crise. Existem coisas que
poderiam ter constituído avanço, porém foram muito mal compreendidas,
como acreditar que os níveis de conceitualização da leitura pela criança
mudam por si mesmas e que não é preciso ensinar, apenas deixar que ela
construa seu conhecimento sozinha.
As novas tecnologias trouxeram mudanças importantes?
EMILIA
Sim, se aceitarmos que o conceito de alfabetização não é fixo, mas uma
construção histórica que muda conforme se alteram as exigências sociais e
as tecnologias de produção de texto. Os novos meios entram não somente
na vida profissional, mas no cotidiano pessoal. Permitem ler e produzir
textos e também fazê-los circular de maneira absolutamente inédita. No
ano passado a Western Union, empresa que tinha o monopólio dos
telegramas nos Estados Unidos, anunciou em sua página da internet que
estava extinguindo esse serviço. Os telegramas tiveram muita importância
no século 20, anunciando contratações, demissões, nascimentos e mortes -
agora simplesmente não existem mais. Vemos então a desaparição de
certos gêneros e a aparição de outros. O texto de email, por exemplo,
não tem regras definidas. Não é como uma carta formal: podemos dizer se
ela está bem escrita ou não, porque há um paradigma claro para isso.
Quanto ao correio eletrônico, não. Algumas pessoas começam
tradicionalmente, escrevendo "querido fulano", dois pontos, e continuam
abaixo. Como se fosse uma carta formal. Muitos começam com "olá" ou
mesmo sem nenhuma introdução - vai-se diretamente para o texto da
mensagem. Tampouco se sabe como terminar. Alguns põem o nome; outros
não, porque já está escrito no cabeçalho. É uma espécie de escrita
selvagem. Não está normatizada e se prolifera. É difícil dizer se
acabará constituindo um estilo.
O que significa, então, estar alfabetizado hoje?
Emilia Ferreiro:
É poder transitar com eficiência e sem temor numa intrincada trama de
práticas sociais ligadas à escrita. Ou seja, trata-se de produzir textos
nos suportes que a cultura define como adequados para as diferentes
práticas, interpretar textos de variados graus de dificuldade em virtude
de propósitos igualmente variados, buscar e obter diversos tipos de
dados em papel ou tela e também, não se pode esquecer, apreciar a beleza
e a inteligência de um certo modo de composição, de um certo
ordenamento peculiar das palavras que encerra a beleza da obra
literária. Se algo parecido com isso é estar alfabetizado hoje em dia,
fica claro por que tem sido tão difícil. Não é uma tarefa para se
cumprir em um ano, mas ao longo da escolaridade. Quanto mais cedo
começar, melhor.
E possível dizer quando termina?
EMILIA Difícil...
Eu tenho duas classes de pós-graduação e continuo alfabetizando meus
alunos, porque é a primeira vez que enfrentam um certo tipo de texto que
apenas a literatura especializada produz e é difícil de ler. Além
disso, eles têm de escrever um objeto denominado tese, que também não é
fácil de escrever, primeiro porque é algo que se produz apenas uma ou
duas vezes na vida e nunca mais; segundo porque é uma combinação de
texto descritivo e argumentativo, com características próprias. Ler
fazendo uma pesquisa na internet é um modo particular de ler, tirando
informações e tomando decisões rapidamente. Os tempos de utilização da
internet podem ser prolongados, mas o mais comum é que se faça um uso
ágil. Não é o mesmo que entrar numa biblioteca. A quantidade de erros de
ortografia que se registram nos emails é enorme. Isso porque a
utilização é muito rápida e não costuma exigir correção. Escreve-se e
manda-se. Se for necessário dizer mais alguma coisa, manda-se outro.
No Brasil, os adolescentes criaram todo um código para se comunicar pela internet.
EMILIA Isso
acontece em toda parte; é um fenômeno muito generalizado. Uma vez mais,
não sabemos se é uma tendência importante ou se passará sem deixar
marcas. O certo é que eles estão fazendo com a escrita um jogo muito
divertido. É uma transgressão, mas para isso é preciso conhecer alguma
coisa da escrita. Porque afinal alguém tem que receber essa mensagem e
ler, ou seja, é preciso dar pistas para ser entendido. Um dado curioso é
que o uso generalizado da letra K nesse tipo de mensagem parece quase
obrigatório. Acontece também em espanhol, no qual o K é tão raro quanto
em português. E também é um recurso das crianças nas fases iniciais da
alfabetização. A letra K sempre tem o mesmo som, enquanto a letra C não é
confiável, tem muitos sons diferentes. Então as crianças ficam mais
seguras usando o K.
O e-mail incentiva a prática da escrita?
EMILIA
Acho que sim. Talvez não se leiam tantos livros atualmente, mas há mais
ocasiões de praticar a leitura e a escrita do que antes. Quando são
feitas pesquisas acerca do comportamento leitor de uma população, a
pergunta inevitável é: "Quantos livros leu no último ano?" Os resultados
na América Latina costumam ser lamentáveis, mas não se pode tirar
imediatamente a conclusão de que, no geral, se lê menos. Certamente a
leitura de um livro e do resultado de uma partida de futebol numa página
da web não são equivalentes em termos de esforço leitor; são práticas
muito diferentes.
Isso pode levar a um maior interesse pela leitura em geral, que acabe se refletindo na leitura de livros?
EMILIA
Talvez, mas seguramente não há uma relação de causa e efeito. Na medida
em que alguém pratica mais, torna-se mais competente e quem sabe possa
atrever-se a outros gêneros, suportes e obras frente aos quais antes
tinha uma atitude de rechaço ou temor. O que é importante distinguir é
que sob o verbo ler estamos agrupando muitos tipos de leitura e o mesmo
vale para o verbo escrever. Pelo lado de quem lê ou escreve, há
diversidade de propósitos, de circunstâncias, de tempo de organização. E
pelo lado daquilo que se lê e se escreve - ou seja, os gêneros - também
há diversidade e deve-se incluir agora os emails, os chats etc. Por
isso é tão ambíguo o discurso sobre a introdução das tecnologias no
âmbito escolar. O professor não sabe bem o que fazer com ele. Então
inventou-se a sala de informática, freqüentada apenas em horários
determinados. É uma maneira de não incluir o computador na atividade
cotidiana. A introdução dos computadores na escola é mais uma manobra
econômica do que uma necessidade pedagógica sentida como tal.
Muitas escolas têm computadores não conectados à internet. Costuma-se dizer que não servem para nada.
EMILIA Ao
contrário, são muito úteis. A escola sempre trabalhou mal a revisão de
texto e os alunos sempre odiaram fazê-la, porque num texto à mão as
correções deixam um aspecto horrível. E é preciso passar a limpo, voltar
a escrever tudo. Com um processador de texto, a revisão se torna um
jogo: experimentamos suprimir trechos ou mudá-los de lugar, com a
possibilidade de desfazer se não ficar bom. Depois de muitíssimas
intervenções, o que temos na tela é um texto limpo, pronto para ser
impresso. A revisão é fundamental para
que as crianças assumam a
responsabilidade pela correção e clareza do que escrevem. E com o
processador de texto elas podem trabalhar também com uma coisa que nunca
trabalharam, o formato: largura das linhas, mudanças tipográficas,
sublinhamento, manipulação do tamanho das letras etc.
Os computadores podem ser mais um estímulo para a alfabetização?
EMILIA Nos
lugares em que as crianças têm computadores em casa, o fato de haver na
escola não fascina muito, embora elas possam descobrir novos usos ao
trabalhar em grupos na sala de aula. Mas nas camadas mais desfavorecidas
da população os computadores possuem mais atrativos, porque todos sabem
que é um objeto muito valorizado socialmente e tem múltiplos usos
possíveis. O problema é que os computadores necessitam de suporte
técnico e, quando são instalados na escola, ninguém se lembra disso.
Portanto, muitas vezes as máquinas estão lá, só que inutilizadas.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)
