GETÚLIO VARGAS - HERANÇA ONIPRESENTE
AS CONTRADIÇÕES NA VIDA DO MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA DO BRASIL
CURRÍCULO
NOME: Getúlio Dornelles Vargas
NASCIMENTO: São Borja (RS), 19 de abril de 1882
Morte: Rio de Janeiro (RJ), 24 de agosto de 1954
Ocupação: Presidente da República
Nenhum brasileiro poderia ser mais polêmico. E, ao mesmo tempo,
não há dúvidas que não deveria ser outro senão o primeiro dentre dez
nomes fundamentais para a História do Brasil. Getúlio Vargas foi um
ditador – e um presidente democrático – que dividiu o país. É possível
amar ou detestar seu legado. Mas é impossível negar que ele está em todo
lugar. A consolidação das Leis do Trabalho, a legislação sindical, a
Petrobras, a Ordem dos Advogados do Brasil, e mesmo coisas mais
abstratas, como um certo nacionalismo excludente, que encara
adversários como “entreguistas”, inimigos da nação, todas são heranças
da Era Vargas, que, 80 anos depois, ainda não é objeto de consenso entre
pesquisadores.
A própria natureza política de Vargas é difícil de avaliar. A
Revolução de 1930, na qual ascendeu ao poder como presidente provisório,
prometia industrializar o Brasil e corrigir os defeitos
antidemocráticos da República Velha. Em 1932, o voto tornou-se secreto,
obrigatório e passou a incluir as mulheres, de forma a acabar com o
“voto de cabresto”, no qual lideres locais pressionavam os eleitores a
elegerem seus candidatos, já que era possível saber quem votava em quem.
A demora em entregar uma nova Constituição e o fato de a Revolução ter
deposto um paulista, Washington Luís, levaram São Paulo a uma guerra
civil, a Revolução Constitucionalista de 1932. O estado foi derrotado,
mas a constituição saiu, por meio de uma assembleia de base, eleita de
acordo com novas leis, em 1934.
Eleito indiretamente no mesmo ano, Vargas detestou o
resultado da Constituição, para ele oneroso demais para o orçamento
público e liberal no combate à subversão – em 1935, houve um levante
comunista. Antes que seu mandato acabasse, em 1937, ele deu um
autogolpe, impondo uma nova carta, que proibia greves, acabava com os
governos estaduais e permitia ao governo demitir funcionários públicos,
baseada na constituição da Polônia, de inspiração fascista.
O Brasil desenvolveu indútrias de base, como a Companhia
Siderúrgica Nacional, de 1941, e a Vale do Rio Doce, no ano seguinte.
Também deu uma séria guinada para o fascismo. Foi estabelecido um culto à
personalidade do ditador, e as manifestações culturais foram
enquadradas numa perspectiva nacionalista e construtiva. Em 1942, esse
país autoritário entraria em guerra contra o fascismo, tornando-se o
único da América Latina a enviar tropas à Europa – e vencer os alemães,
diga-se.
A contradição em lutar por democracia com uma ditadura em
casa não passou despercebida. Ao fim da guerra, Vargas foi deposto. Mas
sua popularidade era imensa, e ele voltou como presidente eleito em
1951. O Getúlio democrático governou um país sectário. A imprensa e a
classe média estavam contra ele. A esquerda, que Vargas havia
perseguido, passou a apoiá-lo. Em tempos de Guerra Fria, essa aliança
apenas exaltou os ânimos. Em meio a uma furiosa polêmica causada por uma
tentativa de assassinato ao jornalista opositor Carlos Lacerda por um
membro da guarda pessoal do presidente, Vargas escreveu seu famoso “Saio
da vida para entrar na história” e deu um tiro no coração. Seu fantasma
assombraria o país para sempre. Seriam seus aliados ou opositores que
decidiriam o futuro do Brasil pelas próximas gerações.
O BRASIL DE GETÚLIO
Ano: 1940
População: 41.263.315
População Rural: 68%
Taxa de Analfabetismo: 56,1%
Regime Político: Estado Novo (Ditadura Civil)
COMO SERIA SEM ELE
Provavelmente o país seria ainda mais agrário. As indústrias
petrolífera, de mineração e siderúrgica talvez não tivessem sido
fundadas ou seriam multinacionais. Por outro lado, com ânimos políticos
menos exaltados, o país poderia ter escapado de duas ditaduras.
FONTE: AVENTURAS NA HISTÓRIA
"Se a educação sozinha não transformar a sociedade; tampouco sem ela a sociedade muda."
Notícias do Vasco.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Os direitos humanos e a educação inclusiva
Desde que foi proclamada em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) sempre tem estado debaixo de alguma polêmica. A sua aspiração de consagrar direitos “universais” tem sido repetidamente desafiada por críticas que sublinham as circunstâncias de tempo e de espaço em que esta declaração foi concebida. Estas críticas colocam em discussão a parcialidade e a relatividade dos direitos humanos tal como foram entendidos e proclamados na declaração e assim reduzir-lhes o impacto, ao tornarem-nos fruto de uma conjuntura e mera expressão de um conjunto de circunstâncias.
Parece insofismável que uma leitura atenta
da declaração desvenda as marcas de um tempo e de um espaço claramente
ocidental e de pós-guerra. Mas será que a situação espácio-temporal da
declaração a invalida e lhe retira a pertinência? Lembraria que nenhum
escrito humano, por mais sagrado, inspirado ou intemporal que pareça,
pode prescindir da sua contextualização no tempo e no espaço. É, por
exemplo, muito difícil entender plenamente os textos da Bíblia – quer o
Novo quer o Velho Testamento – sem que as suas narrativas sejam
contextualizadas e situadas no tempo. Não é portanto argumento
depreciativo para qualquer escrito o fato de o situar num tempo e num
espaço: pelo contrário, trata-se uma diligência indispensável para o
compreender em toda a sua significação.
No que respeita à educação, a DUDH é particularmente interessante. Isto porque proclama no seu artigo 26.º, n.º 1: “Toda a pessoa tem direito à educação (…).” Logo no parágrafo 2.º postula: “A
educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao
reforço dos direitos do homem e das diferentes liberdades fundamentais e
deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as
nações e todos os grupos raciais ou religiosos (…).” Entende-se o grande alcance e a ambição deste artigo: o de outorgar a todos os seres humanos (sublinho “todos”,
independentemente de serem pobres, estrangeiros, do seu gênero, da sua
deficiência, etc.) o direito a uma educação que vise o desenvolvimento
pleno da personalidade e o reforço dos direitos do homem. É este
último aspecto — “reforço dos direitos do homem” — que gostaria de realçar nesta reflexão.
Parece inequívoco que a DUDH atribui à educação um estatuto que não é a de um simples direito (“Toda a pessoa tem direito à educação…”), mas também lhe atribui o papel de ser uma ferramenta, um meio, para que todos os outros direitos proclamados na declaração sejam desenvolvidos e efetivados (”A educação deve visar (…) o reforço dos direitos humanos…”). Este duplo papel da educação enquanto direito em si próprio e em meio indispensável para que se concretizem todos os outros direitos é extraordinariamente ambicioso e responsabilizador. Desafia-nos a conceber um sistema educativo que possa cumprir aquilo que a declaração proclama e que cada país subscreveu: uma educação que para além de ser verdadeiramente universal possa contribuir decisivamente para concretizar todos os outros direitos humanos.
Se a educação deve “reforçar os direitos humanos (…), as liberdades (…) e favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade (…)”, será que ela se pode organizar fora dos valores da inclusão? Pareceria muito estranho que pudesse ser favorecida a “compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos” sem que estes desideratos pudessem ser desenvolvidos fora de uma perspectiva inclusiva. É absurdo pensar que se pode encorajar o conhecimento da diferença criando os ambientes restritivos e homogêneos. Como se poderia conhecer e compreender o outro limitando o convívio com as diferenças? Lembraria a este propósito que a inclusão tem como base princípios educacionais, a valorização da aprendizagem de todos os alunos num mesmo contexto educacional (agrupamento, escola, turma), sendo por isso fundamental que a escola possa diversificar os conteúdos, as estratégias e as experiências de aprendizagem para que ninguém fique privado da melhor educação a que tem direito.
Defender que a qualidade educacional se atinge através da constituição de grupos homogêneos de alunos e que os alunos aprenderiam mais e melhor, se não tivessem que lidar com as diferenças dos outros (isto é, que todos aprendessem tudo ao mesmo tempo), é completamente irreal. Se alguém tem dúvidas sobre a excentricidade desta opinião que peça a qualquer professor para ele lhe relatar a sua experiência com turmas “homogêneas”…
Diria, como corolário, que uma educação que não respeite a diversidade e que não valorize o convívio, a interação e a cooperação entre alunos naturalmente diferentes nas suas personalidades e nos seus percursos de aprendizagem é uma educação antiética, porque é contrária à DUDH.
Os direitos humanos proclamados na DUDH, apesar de serem “velhinhos” de 65 anos, continuam a constituir-se como um baluarte de defesa contra as injustiças sociais e educacionais.
Termino relembrando a majestosa primeira frase do artigo 1.º da declaração “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em opinião e em direitos.” A partir daqui parece “fácil”: é só construir uma educação que, nos seus valores e práticas, não seja contrária aos direitos humanos.
Professor universitário, presidente da Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial
Fonte: www.publico.pt
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
sábado, 7 de dezembro de 2013
Conheça algumas Dicas e Técnicas essenciais para Redação
Conheça algumas Dicas e Técnicas essenciais para Redação!

Ultrapassar a barreira da formação das ideias e o papel em branco não é uma tarefa simples. Portanto, você tem todo direito de ter dificuldades em redigir um bom texto. Porém, o fundamental você já possui: a capacidade de pensar.
Basta agora aliar sua força de vontade à prática de escrever. Vamos começar? Então, pegue o lápis, o papel e… o que foi? Está difícil começar? Vamos pensar um pouco: A característica principal de um texto bem redigido está na qualidade de seu conteúdo.
Para tanto, é imprescindível estar bem informado sobre o tema a ser discutido. A veracidade das informações é de suam importância! Sejam elas históricas, científicas, ou culturais. Isso não significa que você deixe de questionar a respeito, pois um bom texto depende muito do seu teor crítico acerca da realidade. Assim, podemos dizer que:
O ideal é nos esforçarmos para escrever nossas próprias ideias, preocupando-nos com o bom senso, mas sem manter uma postura reacionária, acreditando numa verdade absoluta. É imporante ressaltar que não existe um conteúdo neutro: sempre existe um questionamento à se fazer, tanto do leitor quanto de quem redige o texto.
Prática: Antes de começar a escrever, lembre-se que o importante é dialogar com seu leitor. Primeiro, faça a lápis, deixando suas ideias esboçadas no papel, sem se preocupar com a estrutura formal. Só reescreva, quando estiver mais seguro. O tema é: “As dificuldades que tenho para escrever”, seu leitor será um aluno cursando o segundo grau. No máximo 20 linhas.
Ela pode ser explícita, quando o autor se faz presente no texto. Ex.: “O que pretendo com esse trabalho é tecer algumas considerações…”. Utilizam-se as primeiras pessoas do singular (eu) e do plural (nós) do verbo. A delimitação pode estar implícita, quando o autor não se faz presente, mas o leitor pode deduzir que o assunto está sendo delimitado. Ex.: “Esta obra visa ensinar a todos que queiram aprender a redigir corretamente um texto…”.
Delimitado o tema, a introdução deve ser sucinta, apenas citando o argumento inicial. Não deve ultrapassar oito ou dez linhas, ou seja, um quinto do texto. Exceto em um ensaio curto (10, 15 linhas), cuja introdução pode se fundir com o desenvolvimento. Os demais argumentos, os dados, as ideias, o questionamento, entram no desenvolvimento do texto.
Aqui, ocupando três quintos do texto no mínimo, você terá a oportunidade de mostrar toda sua capacidade de argumentação e exposição de ideias. Cuidado para não desviar do tema principal ou colocar opiniões desconexas.
Você deverá pensar o desenvolvimento como uma ponte que levará o leitor da introdução à conclusão. Esta última deve ter um quinto do texto e encerrar a discussão. A não ser quando propositalmente, o autor queira deixar a conclusão para o próprio leitor.
Prática: O planejamento do texto é muito importante para seu sucesso. Não há como começar a escrever, sem ter em mente o tema delimitado, a introdução, o desenvolvimento e principalmente, a conclusão. Escreva um texto de no máximo 30 linhas sobre o tema: “O fim da ditadura e da censura de imprensa no Brasil”. Pesquise, enumere os argumentos e possíveis questionamentos antes de começar. Seus leitores serão jornalistas recém-formados.
Ultrapassar a barreira da formação das ideias e o papel em branco não é uma tarefa simples. Portanto, você tem todo direito de ter dificuldades em redigir um bom texto. Porém, o fundamental você já possui: a capacidade de pensar.
Basta agora aliar sua força de vontade à prática de escrever. Vamos começar? Então, pegue o lápis, o papel e… o que foi? Está difícil começar? Vamos pensar um pouco: A característica principal de um texto bem redigido está na qualidade de seu conteúdo.
Para tanto, é imprescindível estar bem informado sobre o tema a ser discutido. A veracidade das informações é de suam importância! Sejam elas históricas, científicas, ou culturais. Isso não significa que você deixe de questionar a respeito, pois um bom texto depende muito do seu teor crítico acerca da realidade. Assim, podemos dizer que:
| É possível apoiar no conhecimento já existente da nossa cultura. | ou | é possível questionar o conhecimento já existente, desde que conheça bem o tema, e tenha argumentos concretos. |
Prática: Antes de começar a escrever, lembre-se que o importante é dialogar com seu leitor. Primeiro, faça a lápis, deixando suas ideias esboçadas no papel, sem se preocupar com a estrutura formal. Só reescreva, quando estiver mais seguro. O tema é: “As dificuldades que tenho para escrever”, seu leitor será um aluno cursando o segundo grau. No máximo 20 linhas.
Para lembrar:
- Não se critica ou reformula algo que não se conhece bem.
- Se não houvesse questionamento ainda viveríamos em cavernas.
- O diálogo (do grego dia=movimento através, logos=palavra) com o leitor é fundamental.
- É preciso antecipar os questionamentos possíveis do leitor, no sentido de manter um diálogo aprofundado e inteligente.
- Já para os gregos, a arte do diálogo tinha o sentido de convencer através da palavra.
- São muitas as ideias que permeiam nosso pensamento. Tudo o que você leu, viu e ouviu fazem parte do seu repertório pessoal. Como vimos anteriormente, há um conhecimento pré-existente acerca dos fatos históricos, culturais e científicos, em nossa cultura ocidental, aceitos como verdadeiros. O tempo todo confrontamos o que já conhecemos com a novidade.
- Aceitar ou não é uma questão de juízo de valores. Todo juízo de valor implica em outro que o questiona ou contradiz. Esse processo do pensamento em se questionar e contradizer chama-se dialético. É uma oportunidade de observar a realidade sob vários pontos de vista. Há três momentos no processo dialético do pensamento:
A estrutura básica do texto que você escreve corresponde aos três momentos do raciocínio dialético. A princípio, temos a introdução, ou seja, a descrição do tema ou ideia inicial. Em seguida, o desenvolvimento: o questionamento em relação à ideia inicial. Finalmente, a conclusão, ou seja, a união dos argumentos mais contundentes de cada ideia.TESEANTÍTESESÍNTESEIdeia inicialIdeia contráriaUnião dos opostos - As três partes que estruturam o texto, que também podem ser denominadas: prólogo, corpo e epílogo; começo, meio e fim; introdução, miolo e final; primeira, segunda e terceira parte. O mais importante é compreender que um bom texto depende de uma boa estrutura. Mas, fique tranquilo, mais adiante veremos com mais cuidado cada parte da estrutura.
- Prática: Pesquise uma notícia recente de jornal. Abstraia do texto a ideia principal e a ideia oposta. Reescreva o texto com suas palavras e adicione a conclusão. Máximo de 20 linhas. Seus leitores são estudantes de supletivo para adultos.
-
Para lembrar:
- Dialética é um conceito que define a arte do diálogo.
- Para os filósofos marxistas, Dialética é o processo de discussão do real.
- Introdução, desenvolvimento e conclusão são as partes que estruturam um ensaio.
- O raciocínio dialético deve ser aberto para novas ideias, mas possuir valores sólidos para resistir aos questionamentos.
- A estrutura do texto é muito importante. É como a estrutura de um edifício. Imagine o que aconteceria se não existisse?
Ela pode ser explícita, quando o autor se faz presente no texto. Ex.: “O que pretendo com esse trabalho é tecer algumas considerações…”. Utilizam-se as primeiras pessoas do singular (eu) e do plural (nós) do verbo. A delimitação pode estar implícita, quando o autor não se faz presente, mas o leitor pode deduzir que o assunto está sendo delimitado. Ex.: “Esta obra visa ensinar a todos que queiram aprender a redigir corretamente um texto…”.
Delimitado o tema, a introdução deve ser sucinta, apenas citando o argumento inicial. Não deve ultrapassar oito ou dez linhas, ou seja, um quinto do texto. Exceto em um ensaio curto (10, 15 linhas), cuja introdução pode se fundir com o desenvolvimento. Os demais argumentos, os dados, as ideias, o questionamento, entram no desenvolvimento do texto.
Aqui, ocupando três quintos do texto no mínimo, você terá a oportunidade de mostrar toda sua capacidade de argumentação e exposição de ideias. Cuidado para não desviar do tema principal ou colocar opiniões desconexas.
Você deverá pensar o desenvolvimento como uma ponte que levará o leitor da introdução à conclusão. Esta última deve ter um quinto do texto e encerrar a discussão. A não ser quando propositalmente, o autor queira deixar a conclusão para o próprio leitor.
Prática: O planejamento do texto é muito importante para seu sucesso. Não há como começar a escrever, sem ter em mente o tema delimitado, a introdução, o desenvolvimento e principalmente, a conclusão. Escreva um texto de no máximo 30 linhas sobre o tema: “O fim da ditadura e da censura de imprensa no Brasil”. Pesquise, enumere os argumentos e possíveis questionamentos antes de começar. Seus leitores serão jornalistas recém-formados.
Para lembrar:
- A delimitação do texto, seja implícita ou explícita deve ser decisão sua. Mas há situações impessoais que pode parecer presunção usar “eu acho, eu penso”. No vestibular, por exemplo.
- Evite introduzir o texto com expressões muito usadas (lugar-comum), chavões.
- A introdução deve ser um convite ao leitor para continuar lendo o texto.
Artigos Relacionados
- Como Melhorar a sua Redação
- Melhore sua Redação
- Redação: O Examinador
- Dicas Gerais para Uma Boa Redação
- Dissertação – Dicas Importantes
- Redação – Como deve ser a apresentação visual
- Redação Nota 10 do Enem
- Redação – Não Fuja ao Tema
- Como Tirar Notas Altas na Redação
- Dicas para Arrasar na Redação do Vestibular
- Os Dez erros mais graves
- Deu Branco na Hora de Fazer a Redação … O que Fazer?
- Redação Nota 10
- Qualidades e Defeitos de um Texto
- Os 10 Mandamentos da arte de Escrever
- Dicas para Escrever Melhor
- O Que Você Não Deve Fazer Numa Redação
- Conselhos para Melhorar a sua Redação
- Redação – O que pode Prejudicar sua Pontuação?
- REDAÇÃO COMENTADA (FUVEST)
- CRIATIVIDADE NA REDAÇÃO
- PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO ESCRITA
- APRESENTAÇÃO VISUAL DA REDAÇÃO
- NÚMEROS NA REDAÇÃO
11 recursos ocultos e muito úteis das pesquisas no Google
11 recursos ocultos e muito úteis das pesquisas no Google
Por Bruno Calzavara em 3.10.2013 as 18:00
O site de pesquisa Google está tão presente em nossas vidas que mal conseguimos imaginar como era a internet sem ele. Segundo estatísticas da própria empresa, aproximadamente 300 milhões de pessoas utilizam a ferramenta diariamente. Em 2012, foram feitas, em média, 5,1 bilhões de buscas por dia. No total, foram surreais 1,87 trilhões de pesquisas realizadas no ano passado.
Apesar de tanta fama, ainda há muito a ser descoberto no Google. Confira 11 truques e ferramentas facilitadoras para a sua próxima consulta ao site:
11. Calculadora
A função de calculadora do Google é muito mais poderosa do que você pode imaginar. Além de resolver contas de matemática básica (como 5+6 ou 3*2), ela é capaz de fazer cálculos logarítmicos, sabe como utilizar constantes (como “e”, o número de euler, e o clássico “pi”) , bem como funções seno e cosseno. O Google também pode traduzir números em código binário – tente digitar “12*3 in binary” (precisa ser em inglês) que você verá o resultado “0b100100″. Clicando em “Mais informações”, o Google Support explica tudo que você gostaria de saber sobre a calculadora.10. Pesquisa em um site específico
Ao usar a palavra-chave “site:” antes do que você deseja pesquisar, você faz com que o Google só retorne os resultados encontrados neste site específico. Por exemplo, se você procurar por “site: hypescience.com Marte”, você só receberá como resposta notícias sobre o planeta Marte que foram publicadas no site do Hype Science.9. Conversões de unidades ou moedas
Esta é bem simples. As conversões de moeda e de unidade são feitas automaticamente pelo Google, basta você digitar o que procura. Você pode, por exemplo, inserir “1 BRL em USD”, “20 C em F” ou “15 polegadas em cm”. Você tem a escolha de escrever as unidades por extenso, como reais e Celsius, ou apenas suas siglas, como BRL e C, uma vez que a ferramenta as reconhece. O resultado da busca é instantâneo, não é preciso entrar em algum site de conversão nem mesmo utilizar a calculadora.8. Fusos Horários
Outra ferramenta muito simples e prática. Procure por “horario em ” (assim mesmo, sem acento, senão não funciona) e você terá a hora local da cidade ou do país que procurou, bem como descobrirá em qual fuso horário o lugar se localiza. Checar que horas são em Roma nunca foi tão fácil.7. Pesquisa por um tipo de arquivo específico
Se você sabe que está procurando por um PDF ou um arquivo de Word, você pode pesquisar diretamente por esses tipos específicos de arquivos ao digitar “tipo de arquivo: pdf” ou “tipo de arquivo: doc”. Exemplo: a busca “aquecimento global tipo de arquivo: pdf” só resultará em PDFs sobre o assunto.6. Exibições de filmes nos cinemas locais
Para pesquisar quais filmes estão sendo exibidos neste momento onde você mora, basta digitar a palavra “filmes”, seguida do nome da sua cidade. Nos Estados Unidos, a ferramenta é ainda mais precisa, uma vez que existe a possibilidade de incluir o seu código postal – nesse caso, o Google já lhe mostra o cinema mais perto do você.No Brasil, porém, a pesquisa já é bem útil. Como resposta, o site lhe apresenta uma lista dos filmes que estão passando nos cinemas de sua cidade. Ao clicar naquele que deseja assistir, você será redirecionado para uma página contendo todos os locais que exibem o filme escolhido e os horários das próximas sessões.
O nome de cada cinema está lincado a uma página, também do Google, onde você pode conferir todos os filmes atualmente em cartaz lá, além dos horários de suas sessões. Clicando em uma determinada sessão, é possível até mesmo já comprar os ingressos para o filme. Teste com a sua cidade. É de uma praticidade incrível.
5. Previsão do tempo
Outra ferramenta muito útil e que pode nos poupar uns bons minutos. Digite a expressão “tempo em” seguido da cidade da qual você deseja saber a previsão do tempo e o Google lhe trará a temperatura momentânea no local, além da previsão meteorológica para os próximos dias.O site também inclui no pacote as chances de chuva no momento, o nível de umidade, a velocidade do vento e a previsão da temperatura para as próximas horas. Todas as informações são fornecidas pelo site Canal do Tempo (The Weather Channel). Quer verificar quantos graus faz em Paris neste instante? Fácil.
4. Exclusão de termos da pesquisa
Quando você digita um termo de busca que possui um segundo significado ou uma estreita associação com outra coisa que não te interessa no momento, pode ser difícil encontrar os resultados desejados. Há um jeito de contornar este problema: exclua resultados irrelevantes usando o sinal de menos (“-”).Se, por acaso, você está procurando por um globo para comprar e quer eliminar as respostas sobre a Rede Globo, é só escrever “globo -rede globo” e uma variedade de globos terrestres à venda aparecem.
3. Índices sociais
Para verificar dados que apontam os indicadores sociais de uma região, como número de habitantes, expectativa de vida ou taxa de desemprego, você também pode confiar diretamente no Google. Na realidade, não é necessário nenhum truque: apenas escreva o indicador que você procura, seguido do lugar (“expectativa de vida na Alemanha”).O resultado da pesquisa aparecerá em formato de gráfico, comparando o local pesquisado com semelhantes (no caso da Alemanha, surgem também os dados da França e do Reino Unido) ao longo do tempo. Vá deslizando o cursor sobre o gráfico que o Google lhe dará o número exato do índice requisitado em um determinado ano.
Você pode ainda clicar na opção “Explorar mais” no canto inferior esquerdo do gráfico e uma nova página do site se abrirá com todas as possibilidades de pesquisa sobre índices sociais do Google desde a porcentagem de lugares ocupados por mulheres no parlamento nacional até a emissão de CO2 na atmosfera per capita.
2. Definição de palavras
Além de todas as demais utilidades elencadas aqui, o Google também possui a função de dicionário. O site permite que você digite a palavra “define” (inglês para “definir”) e, em seguida, o termo que você gostaria de pesquisar. Portanto, se você ainda está à procura da melhor definição de “amor”, agora sabe que o Google é mais um lugar para se procurar.1. “Barrel Roll”
E para finalizar a nossa lista, talvez o mais inútil (porém, mais divertido) truque para se fazer com a barra de pesquisas do Google. Basta digitar “do a barrel roll” e acompanhar a mágica acontecendo. Não queremos estragar a surpresa aqui, mas fica o aviso: em excesso, pode causar um pouco de tontura. [The Telegraph]Autor: Bruno Calzavara Bruno Calzavara é recém-formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e está de volta à equipe do Hype após dois anos. Adora todos os esportes, exceto futebol (confira o blog!). Gosta de chocolate e de sorvete, mas não de sorvete de chocolate.
Fonte: http://hypescience.com/11-recursos-ocultos-das-pesquisas-no-google/
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Dicionários de português online grátis!
Dicionários de português online grátis
Este dicionário, com mais de 200.000 verbetes e subverbetes, foi planejado com extremo rigor lexicográfico, procurando-se registrar o maior número possível de vocábulos, tanto da linguagem escrita quanto da oral. A obra se baseia no banco de dados lexicográficos da Melhoramentos, que foi reestruturado, revisto e ampliado com milhares de novos verbetes elaborados por especialistas em diversas áreas do saber.
Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Michaelis.

A presente versão do DPLP permite a consulta de acordo com a norma do português europeu ou de acordo com a do português do Brasil, com ou sem as alterações gráficas previstas pelo Acordo Ortográfico de 1990.
Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Priberam.

Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Aurélio.
4- Léxico
O dicionário Léxico é um Dicionário de Português Online com significados e definições de mais de 300.000 palavras da língua portuguesa.
Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Léxico.

Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Aulete.

Espero que tenha gostado da nossa seleção de 5 dicionários de português online grátis e que eles lhe ajudem a melhorar seu vocabulário e textos.
Não se esqueça de compartilhar com os amigos.
5 dicionários de português online grátis
Vamos então a relação de dicionários online.1- Michaelis
A elaboração do Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa estendeu-se ao longo de dez anos e contou com a dedicada colaboração de 84 profissionais especializados. Com esta publicação, a Melhoramentos reafirmou sua tradição na edição de dicionários de qualidade, oferecendo ao público uma grande e imprescindível obra de referência que renovou as possibilidades de estudo, conhecimento e uso correto de nossa língua.Este dicionário, com mais de 200.000 verbetes e subverbetes, foi planejado com extremo rigor lexicográfico, procurando-se registrar o maior número possível de vocábulos, tanto da linguagem escrita quanto da oral. A obra se baseia no banco de dados lexicográficos da Melhoramentos, que foi reestruturado, revisto e ampliado com milhares de novos verbetes elaborados por especialistas em diversas áreas do saber.
Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Michaelis.

2- Priberam
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) é um dicionário de português contemporâneo que contém cerca de 110 000 entradas lexicais, que permite a consulta de definições, com sinónimos e antónimos por acepção . É também possível consultar informação sobre a origem de algumas palavras e a sua pronúncia.A presente versão do DPLP permite a consulta de acordo com a norma do português europeu ou de acordo com a do português do Brasil, com ou sem as alterações gráficas previstas pelo Acordo Ortográfico de 1990.
Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Priberam.
3- Aurélio
O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, popularmente chamado de Dicionário Aurélio ou simplesmente Aurélio, é um glossário do idioma português, editado no Brasil e lançado originalmente em fins de 1975, tendo vendido na primeira edição (versão completa) mais de um milhão de exemplares até 1987, data da segunda edição. A versão original resultou do trabalho de mais de três décadas do lexicógrafo e Imortal Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Aurélio.
4- LéxicoO dicionário Léxico é um Dicionário de Português Online com significados e definições de mais de 300.000 palavras da língua portuguesa.
Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Léxico.

5- Aulete
O dicionário Aulete possui mais de 818 mil verbetes, definições e locuções em permanente atualização. Um dicionário de crescimento infinito, sempre em interação com a língua portuguesa.Basta clicar na imagem pra acessar o dicionário Aulete.

Espero que tenha gostado da nossa seleção de 5 dicionários de português online grátis e que eles lhe ajudem a melhorar seu vocabulário e textos.
Não se esqueça de compartilhar com os amigos.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Os Tributos na História da Humanidade
Os Tributos na História da Humanidade
No início, os homens viviam em tribos, moravam em cavernas e lutavam contra o frio, a fome e os grandes predadores. Viviam se mudando de um lugar para outro em busca dos meios para sua sobrevivência. Eram nômades. Este período é chamado de pré-história.
Com o tempo os homens foram
acumulando conhecimentos. Esses conhecimentos possibilitaram ao
homem fabricar suas
roupas e objetos para guardar alimentos, cozinhar e caçar. Os
homens aprenderam a domesticar os animais, a plantar e a construir
suas casas. Assim, deixaram de ser nômades e descobriram as
vantagens de manter para si um pedaço de terra.
Dessa forma, a terra passa a ser
um bem de muito valor para o homem e objeto constante de cobiça e
disputa, motivando o surgimento de guerras pela conquista de mais
e mais terras. Nessa época era comum os homens homenagearem seus
Deuses e líderes com presentes a que davam o nome de tributos.
A conquista de terras favoreceu
o surgimento das grandes civilizações como a egípcia, grega e
romana. Este período é chamado de antiguidade e vai da
invenção da escrita, ocorrida, aproximadamente em 5000 a.c. até
476 d.c., ano que marcou o fim do império romano.
Foram séculos de conflitos e
guerras entre os povos da terra em busca de mais territórios e
poder. Nessa fase da história, os reis passaram a exigir tributo
para sustentar seus exércitos, foi então que o tributo deixou de
ser presente e passou a ser obrigação.
Os povos vencedores tinham
direito a tudo e os derrotados eram escravizados. Os escravos não
possuíam direito algum, nem mesmo à vida . Eram tratados como se
não fossem gente.
Em meio a tantas guerras a Grécia
se destacou como uma civilização superior, resistindo fortemente
à dominação
por outros povos, graças à força de sua cultura. Foi na Grécia
que muito antes de Cristo nascer, surgiram
grandes pensadores que procuravam explicar o sentido da
vida e a busca de um novo caminho para a humanidade:
·
Sócrates (470 a 399 a.c.) – Acreditava na bondade, no
conhecimento, na felicidade e explicava suas idéias para a
juventude.
“Conhece-te
a ti mesmo”.
·
Platão (427 a 347 a.c.) – Discípulo de Sócrates,
imaginou um lugar ideal em que todos pudessem viver com sabedoria
e justiça.
“Cada
um pode viver bem num lugar bom”.
·
Aristóteles ( 384 a 322 a.c.)
– Discípulo de Platão, falava da contemplação e da
felicidade a seus alunos em aulas ao ar livre
“O
homem bom deve ser bom cidadão”.
Os romanos conseguiram
conquistar os Gregos, mas não foram capazes de impor aos Gregos
sua cultura. Assim, descobriram que poderiam dominar outros povos
sem impor a eles suas
crenças e costumes. Dessa forma, os
romanos conseguiram
sustentar e alargar seu império respeitando a liberdade e cultura
dos conquistados, mas utilizando
a cobrança de tributos
como meio de fortalecer seus exércitos e conquistar mais terras.
A queda do império romano
marcou o início da idade média, período da história que vai do
ano 476 a 1453. O grande império foi dividido em vários pedaços
de terra chamados de feudos. Perdeu-se completamente a noção de
Estado na Europa medieval. Cada feudo possuía um senhor. Eram os
chamados senhores feudais, os nobres.
Nessa época, a maioria das
pessoas vivia nos campos. Os camponeses, então chamados de servos,
eram obrigados a pagar tributos
aos senhores feudais.
Como não havia Estado, a circulação de moedas era escassa.
Desse modo, os servos geralmente pagavam os tributos devidos ao
senhor entregando-lhes a melhor parte de suas colheitas.
O que restava era suficiente
apenas para a sobrevivência do camponês e de sua família. A
vida nos campos era difícil e trabalhosa, o servo estava preso à
terra do senhor, sua liberdade era muito restrita. Nesse período
os senhores de terra possuíam ainda direito de vida e de morte
sobre os seus vassalos.
Quem não pagasse o tributo devido podia ser preso ou morto. A vida das pessoas estava voltada para atender às vontades e
às necessidades dos senhores feudais. O povo vivia
miseravelmente.
A religião católica era muito
forte e os senhores feudais, convencidos pela igreja, começaram a
participar das cruzadas,
as chamadas guerras santas, que tinham por objetivo reconquistar a
palestina, lugar sagrado para os cristãos, porque lá nasceu e
viveu Jesus Cristo. Para recuperar os territórios da terra santa, gastavam cada vez mais e cobravam cada vez mais tributos. O
povo já estava cansado, pois nada era feito em favor dele.
Na Inglaterra um rei chamado
Ricardo Coração De Leão, deixou seu povo sendo governado por um
parente chamado João Sem Terra, para comandar seus exércitos nas
cruzadas.
Enquanto Ricardo viajava em
guerra, João Sem Terra aproveitou para formar seu próprio exército
e com isso cobrava duas vezes mais tributos. Uma parte do dinheiro
ia para sustentar as cruzadas e outra para sustentar o novo exército
de João Sem Terra, que pretendia não devolver o trono a RICARDO.
Para o povo nada.
O povo se revoltou contra tanto abuso e surgiu a lenda de
Hobin Hood, um herói que roubava dos ricos para dar aos pobres,
distribuindo o dinheiro que a nobreza acumulava em seus cofres.
Quando Ricardo Coração de Leão
voltou das cruzadas lutou contra João Sem Terra para recuperar
seu trono. O povo já tão cansado de ser explorado exigiu que o
novo rei assinasse um documento que o protegesse contra tanto
abuso: a MAGNA
CARTA. Esse documento tem uma grande
importância histórica, por ser a primeira limitação legal ao
poder dos reis de cobrar tributos.
O fim das cruzadas marcou também o enfraquecimento
crescente do poder dos senhores feudais. Exércitos inteiros foram
destruídos e muitos dos senhores de terra morreram nas guerras
santas. Os
camponeses, então, foram se libertando aos poucos do poder
feudal. Cansados da vida de exploração e penúria, grande número
de camponeses migrou para as cidades.
No final da idade média, as
cidades estavam reflorescendo em toda a Europa. O contato com a
cultura oriental trouxe para os europeus novos hábitos de
consumo. Os produtos orientais – as
especiarias
– eram muito valiosos. Surgiu uma nova classe social: a dos
comerciantes, industriais e banqueiros – chamada de burguesia
– palavra derivada de burgo, que significa cidade. O comércio
cresceu e se diversificou. Esse movimento atraiu cada vez mais
pessoas para as cidades. Mas não era fácil adquirir especiarias,
porque a rota do oriente era dominada pelos árabes, inimigos
mortais dos europeus desde a época das cruzadas.
As cidades Italianas foram as
que mais se beneficiaram do comércio das especiarias,
principalmente Gênova e Veneza por causa de sua localização
geográfica privilegiada. Os hábeis comerciantes italianos
conseguiram manter acordos comerciais com os árabes, que lhes
permitiram praticamente monopolizar o comércio com o oriente.
Isso gerou um grande progresso material para toda a região,
criando condições para o surgimento de uma nova era da história
da humanidade: o renascimento. O renascimento marca o ocaso da
idade média.
O
período seguinte é chamado
de Idade Moderna e vai do ano 1453 (tomada de Constantinopla pelos
turcos otomanos) a 1789 (Revolução Francesa). Neste período os
feudos foram transformados em reinados. Os pequenos reinados foram
crescendo e se unindo dando origem aos Estados Nacionais.
O monopólio árabe-italiano
sobre o comércio com o oriente, fazia com que o preço das
especiarias permanecesse muito elevado. Para o restante da Europa,
era necessário conseguir uma nova rota comercial com o oriente,
que possibilitasse baratear o custo daqueles produtos tão cobiçados.
Para isso, não havia outro caminho senão navegar pelo tenebroso
e desconhecido oceano atlântico. Navegação tão perigosa,
exigia a construção de verdadeiras esquadras de caravelas,
o que era muito caro. Só o rei, já
então fortalecido pela criação dos Estados Nacionais que lhe
possibilitava cobrar tributos de seus súditos, podia reunir
tamanha fortuna em moedas de ouro e prata que permitisse financiar
as grandes viagens. Assim, nessa época se generalizou a cobrança
de tributos em moeda e não mais em mercadorias como ocorrera ao
longo de toda a idade média.
Devido
à sua posição geográfica privilegiada e ao notável
desenvolvimento da navegação,
Portugal e Espanha foram os primeiros reinos a lançar
grandes expedições marítimas. Descobriram as rotas para a África
e Ásia e chegaram às Américas, então densamente habitadas por
povos de culturas completamente diferentes da européia. Este fato
histórico é tão importante para o destino da humanidade que
hoje é conhecido como o “encontro de dois mundos”.
A descoberta de metais preciosos
nas Américas mudou totalmente a face da Europa, financiou a
revolução industrial e proporcionou a ascensão da burguesia
como classe social rica e influente. Enquanto isso, as colônias,
como o Brasil, eram exploradas e tinham suas riquezas extraídas e
mandadas para a Europa sem gerar qualquer benefício para os
habitantes das próprias colônias.
Mas a insatisfação não tomava
conta apenas dos habitantes das colônias. Na França, por
exemplo, os burgueses, camponeses e artesãos se revoltaram contra
o rei, por acharem injusto que só os comerciantes, industrias e
trabalhadores tivessem a obrigação de pagar pesados
impostos, enquanto a nobreza e o clero nada pagavam e viviam como
marajás.
Nesse período, precisamente em
1789 eclode
a Revolução Francesa, marco inicial da Idade Contemporânea. A
Revolução teve como objetivo instaurar a república. Seu lema é
Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Neste ano foi aprovada a
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que é um marco na história do
ser humano, porque foi o primeiro documento que definiu claramente
os direitos fundamentais e inalienáveis da pessoa humana. Em 1791
foi aprovada a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã.
Ainda nessa época, os Estados
Unidos se tornaram independentes da Inglaterra. Um das principais
causas da guerra de independência americana foram os pesados
impostos que a coroa britânica cobrava de suas colônias na América.
Esses movimentos de libertação
inspiraram várias revoltas importantes ocorridas no Brasil nos
fins do século XVIII e início do século XIX. Tais movimentos
tinham por objetivo declarar nossa independência de Portugal e
criar a República. Dentre essas
revoltas, a principal foi a Conjuração
Mineira, mais conhecida como Inconfidência Mineira. Uma
das principais causas da conjuração mineira foi exatamente a
cobrança do chamado quinto do ouro, ou seja, a quinta parte de
todo o ouro extraído nos garimpos, que deveria ser pago à coroa
portuguesa como tributo.
No final do século XVIII as
minas de ouro começaram a se exaurir e a produção caiu muito.
Mas o governo português, endividado,
não admitia receber menos. Desconfiava que a produção do
ouro que chegava às casas de fundição estava caindo porque
havia muita sonegação. Por isso,
a rainha de Portugal, conhecida como D. Maria, a Louca,
determinou que se a produção anual de ouro que cabia à coroa não
fosse atingida, a diferença seria cobrada de um vez por meio da derrama.
A proximidade do dia da derrama
aterrorizava o povo de Vila Rica. Tiradentes e os demais
inconfidentes perceberam que esse seria o dia certo para
anunciarem o movimento, pois contavam com o apoio e a participação
da população de Vila Rica, revoltada com a derrama. No entanto,
antes que isso acontecesse, foram delatados por Joaquim Silvério
dos Reis. A derrama foi suspensa. Apesar de derrotado, o movimento
mineiro inspirou, anos mais tarde, a independência do Brasil.
Hoje em dia, nossa Constituição, como a de todos os países
democráticos, garante os direitos dos contribuintes, impondo
limites ao poder do Estado de tributar.
Por outro lado, o
tributo tem hoje um grande significado social, por ser o maior
responsável pelo financiamento dos programas e ações do governo
nas áreas da saúde, previdência, educação, moradia,
saneamento, meio ambiente, energia e transporte, dentre outras. No
entanto, é preciso zelar sempre para que os princípios
constitucionais sejam observados e que os recursos arrecadados
possam ser aplicados em obras e serviços que atendam às
necessidades da população, principalmente a parcela mais pobre.
FONTE:
http://leaozinho.receita.fazenda.gov.br/biblioteca
Assinar:
Postagens (Atom)

